Cap 2. Falsa Esperança

Cap.2

•            Falsa Esperança

Com o raiar do dia a natureza que então estava adormecida começa  mostrar a sua vida. Com o desabrochar de flores e o zumbido dos insetos fazendo que o local crie uma atmosfera diferente do que mostra realidade do nosso pequeno e jovem lobo. Quem sabe com a chegada do sol venha trazer algum tipo de esperança e luz  para esse mundo de trevas e dores que o rodeia.

Mergulhado ainda em seus medos e varias incertezas do que lhe aguarda ou até mesmo no que possa acontecer. Luta com todas as forças que possui  mas a fome faz com que o seu frágil corpo se entregue ao fim trágico de sofrimento e desespero de estar a beira da morte.

Compreende que se não obtiver algo para se alimentar não terá mais chances de se reencontrar com a sua alcateia.

Seus pensamentos nebulosos e corpo em farrapos são a prova de sua falha e se culpa pelas suas escolhas.

Dizem que após uma forte tempestade tudo o que dificulta ou até mesmo que impede de prosseguir adiante tem uma nova etapa e boas oportunidades são criadas, pois as águas arrastam e derrubam tudo aquilo que não tem serventia. Carregando, limpando e mostrando novos rumos para serem construídos e renovados. Desde que você acredite em seu próprio potencial caso contrário ficará afundado em seus medos e agonias de não ter sido capaz de superar os seus limites.

Ao redor da pequena gruta havia os sons dos pássaros e roídos de animais de  pequenos e médio porte que circulavam a procura de seus alimentos a chuva da noite passada trouxera algo novo e inesperado para aquele lugar.

O som de pedras rolando e batendo nas rochas ou então de gravetos sendo levados até um rio próximo.

Galhos haviam se soltado com a tempestade e parado próximo à entrada da gruta. Dando uma falsa proteção mas  o suficiente para inibir a qualquer tipo de predador a procura de alimento ou de ser tornar uma presa fácil por estar ferido e por não ter condições de se defender.

Ainda assim a vida do jovem lobo estava em perigo sem alimentação  adequada e com ferimentos pelo seu corpo. A batalha da vida e da morte estava iniciando. Qual seria o destino dele? Quem vencerá esse combate?

E nesse impasse sem saber o que fazer sua única escolha é lutar para vencer o fracasso não pode existir nesse momento. Sua vida depende literalmente da sorte. E a sorte tinha sido lançada e agora tinha que se agarrar a único suspiro de vida que o prendia a esse mundo. Seus pais tinha mostrado como caçar e capturar a sua presa. Ou você é o caçador ou acaba virando a caça, sobrevive o forte e o mais capacitado. Mas o medo e as incertezas derrubava a qualquer fagulha de esperança no coração do jovem lobo.

Enquanto o jovem lobo luta pela sua sobrevivência, recorda-se de um passado não muito distante. De está junto a sua alcateia. Lembra-se de estarem migrando até uma outra parte da floresta. O inverno estava próximo, com isso os suprimentos e a caça ficariam escassos. Essa seria a primeira migração do jovem lobo. A alcateia em si, sabia dos perigos em realizar tamanha façanha. Por mais organizado fosse o grupo o risco de serem atacados por outras alcateias ou até mesmo de serem caçados por caçadores a espreita de uma chance de abater a qualquer um do bando.

Com todos os preparativos e receios eminentes, ao raiar do dia e com um sol ainda fraco iniciaram a marcha com os dois lobos mais fortes a frentes, chamados de beta logo atrás vinha os filhotes as fêmeas os feridos e idosos acompanhados pela fêmea alfa seguidos ao fim da fila pelo macho alfa.

Tudo levava a crer que seria uma migração calma pois a floresta em si estava agitada com a cantoria dos pássaros e pela curiosidade de outros animais. Ao longe havia bandos de caribus (semelhante à rena) e alguns alces que corriam rapidamente temendo pela própria vida.

Mas o foco da alcateia era chegar o mais rápido possível a uma planície que desse abrigo e proteção e que favorecesse a uma caça em abundância para que a alcateia se fortalece se suportasse a mais um inverno que se aproximava.

Já se passava do meio-dia e marcha teve uma pausa para que os lobos mais velhos e os feridos pudessem descansar e os filhotes aproveitaram para brincar sempre sob o olhar do bando. Pois percebiam que o silêncio da floresta não mostrava segurança apropriada só grupo. Os animais pequenos corriam rapidamente para e se esconderem em  arbustos ou se abrigarem em pequenas tocas.

Após o descanso a marcha retomou com mais cautela devido à aproximação de uma tempestade. A alcateia sabia do risco de serem pegos pela a tempestade porém sem um abrigo apropriado a todos custaria a vida.

O céu antes que estava claro agora se mostrava escuro trazendo um ar pesado e melancólico. Não se notava mais vida próxima tudo estava calmo apenas os ventos fortes que arrastavam as folhas caídas levando para o mais longe que podiam.

O som de um rio próximo percebia que as águas estavam agitadas e as nuvens cada vez mais carregadas mostrando que a tempestade estava próxima.

A alcateia estava apreensiva compreendendo um possível  risco quando repentinamente um clarão fez com que o grupo se agitasse e um raio caiu próximo seguido de um estrondo de trovão e após tudo se aquietar.

Ouvimos um triste e aterrorizante  uivar...

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